quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

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databending anonymous logo

Impressão

"Governo de portugal? Isso é tão fascizante!"
Esta não foi minha. Saiu durante uma reunião dos lábios de uma colega de trabalho normalmente pouco reactiva, ao olhar para o logotipo estampado num documento oficial.

Mas olha que realmente... é que ao olhar com atenção para as cores da bandeira nacional naquela forma que talvez se pretenda assemelhar a folha, fiquei a pensar no fáscio, símbolo dos perigosos e patéticos fascistas italianos.

O momento em que estamos a viver, onde a democracia ficou suspensa em favor da vontade de troikas e mercados, de agendas de aniquilação de serviços públicos e completo despudor do sorver de dinheiro para benefício de minorias oligárquicas, não ajuda a desfazer a impressão.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poke_bent

Sobre uma fotografia minha da obra Double Poke in the Eye II, 1985 de Bruce Nauman, patente nas exposições da colecção Berardo no CCB. A foto original levou duas passagens de compressão JPEG com qualidade mínima e um ajuste de curvas de luminosidade. Após conversão para bitmap inicia-se processo metódico de alteração no Audacity.

 Filtro Decay, um canal mono.

 Filtro Phaser, um canal mono.

Filtro Phaser aplicado sobre um canal, estéreo, canais editáveis separadamente.

Filtro repeat.
As imagens seleccionadas são algumas das obtidas. Os bitmaps saídos directamente do Audacity não são alvo de tratamento, preservando a aleatoridade e estrago do uso indevido de aplicações. 

Para finalizar, imagem compósita criada no Gimp, sobrepondo os bitmaps obtidos à imagem original com efeitos de camadas.


Mona_Lisa_Sml



domingo, 8 de janeiro de 2012

img_expdtion

 Há sempre, sempre mais algum processo em background.

Click. Explode.

Bronies beware.

Oops. La Redoute redux.


Cats are evil. 'nuff said.

All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad.  All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. All. Glory. To. The. Hypnotoad. 


Capa de um livro. Sinal dos tempos.

Esquinas

Em Lisboa. E em Grândola talvez também.

Estrelas desvanecidas.

Cada meio de comunicação traz consigo as suas estrelas fugazes, personagens que brilham sob as luzes da ribalta para depressa serem esquecidas no constante fluxo icónico. O cinema trouxe-nos a imagem da estrela desvanecida da sétima arte, que passa os seus solitários dias rodeada de adereços empoeirados e cartazes quebradiços, recordando velhas glórias. O início do século XXI e a decadente televisão terão a sua figura de sumiço desvanecido: a estrela de reality show que, esquecida pela multidão, revê ciclicamente vídeos das horas em que fez parte do fluxo de fama.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ctrl+your+bits

Spreads, DC 52


Omactivate! O.M.A.C. vs Frankenstein Agent of S.H.A.D.E.. Crossover dos dois mais divertidos e despretensiosos títulos da DC renovada.


Deram a Grant Morrison a Action Comics. Morrison vai reinventando o mítico super-homem.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

I Can Haz

Então mas isto agora é só bonecos? Ainda por cima feios e distorcidos? Até parece que a máquina fotográfica se avariou? Estará este espaço em risco de se tornar mais um abrigo para intermináveis imagens i can haz cheezburguer e lolcats e memes depressa gerados e depressa esquecidos?

Nem por isso. Por muito intrigantes que sejam as imagens que apanho diariamente nos tumblrs, 4chan, whitechapel e blogoesfera, o mundo não precisa de mais um blog que se limita ao reblog iconográfico curado ao gosto pessoal do autor. Ando simplesmente a explorar um novo (para mim) conceito estético e a partilhar algumas das imagens geradas. Ainda estou pelo nível mais elementar do databending - editar bitmaps como som no audacity e assim que tiver isto dominado vou atacar codecs para perceber o datamoshing. Estou fascinado com a pureza digital destes métodos de exploração gráfica, o carácter aleatório dos resultados e a filosofia de mexer quase directamente no binário, ultrapassando o interface gráfico e obrigando a conceptualizar a imagem. Interessa-me também o remixing de imagens icónicas, brincando com sentidos e interpretações.

Entre edições de imagem em editores de audio e chatices com protocolos de rede intervaladas com aulas, o tempo anda curto. Por isso...

bend_layer_overlay_


...


Quadrilátero branco, fumo nocturno.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Databending_alpha01

Em busca de novas técnicas que explorem uma estética verdadeiramente digital comecei a mexer com databending. O princípio é simples. Para um computador, qualquer ficheiro é um conjunto de código binário que pode ser lido/editado em aplicações específicas. As nossas queridas fotografias, os entediantes documentos, todo o interminável espectro de ficheiros que produzidos na nossa vida digital são apenas filas de zeros e uns. 

O databending é um interessante detournement que nos leva a explorar os resultados de editar um ficheiro com aplicações que não foram criadas para este acto. Do que já investiguei até agora, há várias formas de o fazer - editar directamente o código hexadecimal em programas como o Notepad ++, abrir e gravar no humilde Wordpad, utilizar linhas de código e apps específicas (apenas, do que vi, para utilizadores de Mac e Linux), usar webapps como o Glitch Generator ou editar imagens em aplicações de edição áudio. Sendo uma pessoa francamente visual (boa desculpa para esconder o facto de não perceber nada de linhas de código e afins) optei por este método e comecei a modificar fotografias no Audacity.


A foto original, que está intencionalmente desfocada. É outra das minhas vertentes de exploração, desfocagem em movimento ao acaso em busca de efeitos curiosos.


Primeira versão, abrindo a imagem no audacity e aplicando efeitos de inversão sonora aleatoriamente.


Finalmente, uma versão compósita editada no gimp reunindo diferentes bendings da imagem original. O original transformou-se radicalmente. 

O databending atrai-me por diversas razões. Implica mexer directamente em códigos e ficar a conhecer mais intimamente o computador e os meios digitais, algo cada vez mais importante numa era em que a tendência é a de restringir legalmente e por meios técnicos a liberdade de utilizar o computador para o que o utilizador quiser. Tem uma forte componente de caos e aleatoridade. Os resultados são imprevisíveis, e o ficheiro pode tornar-se ilegível. Foge à corrente tendência de produzir imagens com aplicações fotográficas que tiram fotografias com efeitos directamente aplicados, sem que o utilizador/criador se aperceba de como exactamente é obtido o efeito visual. A estética inerente olha para os mecanismos implícitos no digital, uma visualização de bits e pixeis que reflecte o visual intrínseco do código binário, fugindo à banal utilização do computador como meio de replicar fielmente o real. 

O computador, para se afirmar como meio de expressão por direito próprio, necessita de ser utilizado com uma estética própria e não como meio de criação realista. O databending é um caminho. Dei o primeiro passo :)

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domingo, 1 de janeiro de 2012

Blade Runner Sketchbook (1982)


Uma prendinha de início de ano para os fãs de FC: o raro sketchbook de produção do Blade Runner. Syd Mead. Need i say more?

Bom ano de 2012


O iRobot deseja a todos os eventuais e ocasionais leitores um belíssimo ano de 2012... já que "próspero" seria amargamente irónico. E, bolas. Ainda não foi este ano que pegámos nos jetpacks.

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New dawn, new year. Meaninglessness ensues.