domingo, 30 de novembro de 2008

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Manhã chuvosa, mar bravio. E para passar a tarde abrigado do frio e da chuva porque não revisitar os futuros utópicos que nunca se concretizaram: 45 Vintage Space-Age Illustrations.

sábado, 29 de novembro de 2008

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Mais uma nota que saiu, mais uma razão para saborear um cálice de bom porto: 19 a Internet na Educação.

Sabe bem, mas o meu objectivo não é tirar grandes notas. Tudo isto de nada me serve se a tese que desenvolver não seja significativa e contribua para melhorar a integração das tecnologias digitais na sala de aula.

Mesmo assim sabe bem.

Educação Virtual



Video-experiência sobre o tema "jogos e simulações como recurso educativo". Ainda a precisar de afinar arestas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

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Sneak preview II. Editado no Pinnacle VideoSpin, som no Audacity, clips via YouTube e conversões em AnyvideoConverter. Quase pronto...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Resmungo

Trabalhos. Reuniões. Aulas. Tutorias. Manutenções e problemas informáticos. Coordenações. Nem tenho tempo para ler. SOS.

(já agora, será boa ideia reformatar uns pcs quase peça de arqueologia e instalar uma distro linux levezinha para lhes dar mais uns fôlegos de vida? é a educação nacional na véspera do plano tecnológico.)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

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Fiat lux, em prenûncio tempestuoso.

Leituras



Le Figaro Hors-Serie | La Grande Guerre

O Le Figaro editou um número extra inteiramente dedicado à I Guerra Mundial. Uma leitura interessante, que recorda um dos momentos decisivos na construção da europa contemporânea - a sangrenta guerra de trincheiras que levou ao colapso dos antigos regimes, iniciou o fim do colonialismo ao mostrar que as super-potências europeias tinham, afinal, pontos fracos e redesenhou o mapa europeu, com consequências que ainda hoje se fazem sentir de forma violenta no continente. Esta edição cobre as imagens decisivas da guerra, as suas personalidades-chave (do lado francês, note-se), um atlas das principais batalhas, e uma análise do impacto político e social das transformações forçadas pelos campos de batalha.

Prazeres

Imperdível, hoje, a audição do programa Questões de Moral na Antena 2. Sob o tema Afinal a Música Sempre Tem Alguma Utilidade, Joel Costa encanta com um revisitar do lado mais espiritual da música. O podcast pode ser ouvido aqui: Questões de Moral. E enquanto dura a audição do programa, porque não espreitar o XKCD? Esta reflexão sobre a vida, o universo e a sala é imperdível.

domingo, 23 de novembro de 2008

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Pegadas.

A Bit Of What You Fancy...




Não temam nem tremam. Este blog não se vai tornar mais um blog com músicas irritantes. Estou a experimentar o Playlist.com, que permite inserir players de música em blogs e páginas web. No caso, a ideia é inserir música na disciplina moodle Tinta Digital que estou a começar a dinamizar na página mooodle do Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro.

Lumière e Cia.



David Lynch contribuiu com esta curta enigmática para o projecto Lumière et Compagnie, que levou quarenta e um realizadores a realizar uma curta metragem utilizando uma original câmara de cinema de Lumière.

sábado, 22 de novembro de 2008

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Mar de inverno. O sol ainda aquece, o céu está cerúleo, mas o vento já enregela e o mar já ruge.

The Fourth Dimension

The Fourth Dimension
Get your own at Scribd or explore others: Humor Comics art comics


Steve Ditko estica os limites dos comics aos campos do cubismo e do surrealismo nesta bd dos anos 50. O argumento é simplista, mas a ilustração a cruzar o estilo dos comics com arte moderna faz valer a leitura. É sempre interessante ver os cruzamentos entre a arte popular comercial dos mass media com a arte erudita. Um dia destes mostro-vos o que aconteceu quando Walt Disney se cruzou com Salvador Dali.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

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Gostaria de dizer muita coisa, de escrever muitas palavras, de ler muitas páginas, de partilhar muitas ideias e conceitos. Mas estou um pouco fatigado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Uma História do Mal



Com uma vénia teologo-nietzschiana ao bom amigo Bereshit e um recordar que os tempos da génese da democracia were heady times. Note-se que não estou a advogar suspensões semestrais.

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Drôle d'hiver.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

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Passado o obstáculo do veículo vandalizado, deparamo-nos com este panorama. Calmas manhãs de segunda-feira.

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Por hoje registo este artefacto, ao invés da habitual imagem idílica das tranquilas manhãs de inverno. Não se percebe muito bem a lógica disto. Acidente não foi, pelo local onde estava (acima da praia de mil regos, na zona acessível por veículos) e pela falta de matrícula. Alguém se divertiu, ou roubando o carro ou simplesmente abandonando-o, vandalizou e agora a coisa fica ali para apodrecer. Esta é uma verdadeira lição de civismo.

domingo, 16 de novembro de 2008

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Drôle d'Hiver.

Visões de Dune


Um Sardaukar concebido por Moebius

Jodorowsky on Jean "Moebius" Giraud

Dune é um daqueles filmes de ou se gosta ou se detesta. Ou então é-se indiferente, se os gostos pessoais não andarem para os lados do cinema de FC. Um dos aspectos mais marcantes do filme é a sua estética, repleta de visões retro-futuristas e de formas de tecnologia divergentes das nossas habituais projecções do futuro.

Dune poderia ser ainda mais estranho. Antes de ter sido entregue a David Lynch, o filme era um projecto a ser realizado por Alejandro Jodorowsky. Este recrutou alguns dos seus habituais comparsas para criarem decors e visualizações de personagens. Esse mítico Dune, repleto das visões de H.R. Giger e Moebius, ficará sempre como uma promessa jamais realizada. Ficam-nos os desenhos e esboços criados para este Dune que nunca passou do conceito.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Vai um charuto?

04 Tintin and the Cigars of the Pharaoh

Com muita falta de ética, bem sei, porque este livro anda aí pelas livrarias. Mas é uma forma de relembrar e recomendar uma leitura para as tardes frias do fim de semana. Dedicado, claro, ao meu bom amigo Bereshit.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bolas...

... não se pode largar uma piada de reunião matinal frente à máquina de café que é-se logo crucificado por ter opiniões divergentes do que é de bom tom, hipócrita e defensor de ideais mortos e enterrados (como igualdade e justiça social, que sim, sei bem que estão mortos mas continuam a ser os meus). É óbvio que não posso defender o indefensável nem apoiar formas rudes de protesto. Por outro lado, como professor cujo horário normal de trabalho anda a oscilar entre as oito e as doze ou mais horas diárias, com a carreira congelada à mais de quatro anos, logo sem qualquer aumento que compense a maior quantidade de trabalho, que defendeu a alteração de um modelo de avaliação que pouco mais era do que uma formalidade apenas para ver, com desencanto, a imposição de um sistema de complexidade bizantina, de critérios difusos e méritos limitados por quotas, que apesar de não subscrever as opiniões mais radicais não deixa de se sentir revoltado e até insultado pela corrente equipe ministerial, que assiste ao desmantelar do sistema público de ensino em benefício de entidades privadas, reservo-me o direito de ser mauzinho, de quando em vez. Mesmo que isso escandalize eventuais leitores. Se calhar, se um professor tido como "sensato e moderado" não tem pejo em apreciar uma atitude obviamente incorrecta para com uma ministra talvez seja um sintoma de que o mal estar tem alguma razão de ser.

PS: quanto a arremessos de ovos, como ao contrário dos maus professores que infernizam as memórias de infância dos leitores (e também as minhas) e da corrente equipe ministerial, trato os meus alunos com humanidade, não os temo.

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Contra o inverno.

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Bem, sei que é pouco ético e talvez incorrecto, mas não resisto: grandes miudos de Fafe!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

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Bom dia, Lisboa. E adeus.

Leituras

International Herald Tribune | Stunned icelanders struggle after economy's fall A crise financeira internacional arrasou a Islândia, país que até à poucas semanas era um dos países económica e socialmente mais avançados do planeta. Depois do crash financeiro, resta à população desta ilha o triste consolo do mal generalizado. Aqui, o fim da prosperidade afecta toda a sociedade.

Der Spiegel | Overlooked victims Normalmente, quando se pensa na prática dos casamentos tradicionais forçados lamenta-se a triste sorte das mulheres das minorias étnicas que nas modernas cidades do mundo ocidental mantém as tradições ancestrais das suas terras de origem. Subjacente está uma noção de cultura dominada pelo homem, que impõe costumes à força sobre as mulheres. Mas há um outro lado: o de homens forçados a casamentos tradicionais contra a sua vontade, ameaçados com chantagem física e psicológica.

The Washington Post | Too rugged for the city, too pretty for off-road Se o disparar dos preços dos combustíveis trouxe algo de bom foi obrigar a repensar as escolhas de veículos para o dia a dia. Com os preços elevados, o jipe (ou SUV, como preferirem) deixou de fazer sentido como veiculo de transporte urbano. Coisa que aliás nunca fez, mas as razões de estilo sobrepuseram-se ao bom senso, pelo menos até o estilo se tornar financeiramente incomportável.

domingo, 9 de novembro de 2008

Acelaração

TMN banda larga. Contrata-se um serviço a 3,6 mbps e ao fim de dois meses de uso sem problemas o serviço decai para uns céleres 60 ou 50 kbps. Se tiver sorte chega aos cento e qualquer coisa. Normalmente, em pleno download de ficheiros, decai para uns acelarados 0,50 kbps ou menos. Estava melhor servido com o velho modem de 54,4 kbps (ainda se lembram deles?). Resta saber se o problema se restringe à placa ou ao serviço.

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Morning glory.

Idle Idea

Depois dos hinos e missais magalhânicos, será que alguém terá coragem para algum obama in excelsis?

sábado, 8 de novembro de 2008

Photoshop



O photoshop na vida real. Um trabalho meticuloso, que não foi elaborado no photoshop. BoingBoing e no Gizmodo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Associação de Pais da E.B. 2,3

Está em pé o site da Associação de Pais da Escola E.B. 2,3 da Venda do Pinheiro. É uma página e centro de recursos ainda um pouco embrionária, mas que se espera que cresça com a inestimável colaboração dos pais e encarregados de educação do agrupamento.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Crecy



Warren Ellis, Raulo Caceres (2007). Crecy. Rentoul: Avatar Press

Crecy

Nos tempos mais selvagens da idade média, a França e a Inglaterra viviam num quase permanente estado de guerra. As conquistas cavaleirescas e a ganância de riqueza e territórios entrechocavam-se no canal da Mancha. Crecy coloca-nos no meio dessa época, numa das invasões inglesas ao território francês.

Comic histórico, Crecy não nos coloca no meio da época, retratando cuidadosamente os principais personagens e acontecimentos da batalha de Crecy. Antes, leva-nos directamente à lama, ao suor e ao sangue. A narração é feita por um humilde soldado, arqueiro nos exércitos ingleses, que nos fala directamente a nós, no futuro. Tem uma lição a ensinar, uma lição de realidade. Os valores da humildade e do cavalheirismo são depressa postos de parte. O que resta é uma violência visceral, glorificada pela vitória.

Crecy é Warren Ellis no seu mais inquietante melhor, escrevendo sem limites sobre o que é ser inglês, não o inglês aristocrata, o gentleman imortalizado na literatura, mas o inglês do povo, bruto, violento e sabido que pensa primeiro na sobrevivência e só depois na honra. No fundo, não muito diferente do lumpen de qualquer país.

A ilustração de Raulo Caceres é pesada, trabalhada e precisa em relação à época que retrata. O uso judicioso do preto e branco, com contrastes tornados difusos pela eterna chuva que cai, contribui para a inquentação deprimente do comic. A violência não é glorificada. Antes, é-nos dada crua e visceral, sem pudores. No fim de contas, o assunto da guerra é o assunto da morte. Homens matam homens em nome de interesses ou ideias que depressa se desvanecem no tempo. Não há glória nisto, por mais idealistas que sejamos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Boa!

Será que os resultados da eleição americana poderão, finalmente, mudar os negros caminhos pelo qual o mundo caminha? Talvez não, mas fez renascer a esperança. Boa, americanos. Finalmente acertaram uma. Parabéns a Obama, talvez o primeiro presidente desde Kennedy a fazer sonhar o mundo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Grrr....

Se a produtividade fosse medida em reuniões a profissão de professor rebentaria todas as escalas de produtividade.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

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Aproxima-se o inverno.

Aetheric Mechanics



Warren Ellis, Gianluca Pagliarani (2008). Aetheric Mechanics. Rentoul: Avatar Press

Whitechapel | Aetheric Mechanics

As coisas estão um pouco confusas na Londres de final do século XIX. O poderoso império britânico está a perder uma sangrenta guerra contra a Ruritânia, e Londres desaba sob o peso das bombas trazidas pelas impunes aeronaves. A marinha espacial britânica é impotente face às violentas máquinas de guerra da Ruritânia. Ao lado de tudo isto, o meticuloso detective Sax Raker, acompanhado do seu fiel amigo, o médico militar Watcham, e da sua némesis e paixão, Innana Meyer, investiga o estranho caso de um homem que cintilia. Esse homem misterioso acaba por se revelar um mensageiro do futuro, que tenta destruir um passado fictício tornado real por um acidente no decorrer de uma experiência do Large Hadron Collider. É este o mundo da mecânica etérica, onde os cientistas vitorianos parecem conhecer os segredos do espaço, do tempo e da anti-gravidade.

Aetheric Mechanics é um fantástico pastiche de conceitos, personagens e ideias da ficção. Ellis brinca com mestria com conceitos que vão do Steampunk às tragédias previstas pelo funcionar do LHC, distorcendo personagens clássicas da literatura inglesa do século XIX. É por isso que Sherlock Holmes acaba com o apelido de Sax, de Sax Roehmer, escritor de romances de aventura e autor do Prisioneiro de Zenda, obra onde o país ficcional Ruritânia é descrita. Um pouco na linha da Liga dos Cavalheiros Extraordinários de Alan Moore e do livro The Difference Engine de Bruce Sterling e William Gibson, mas com o sentido visceral que Ellis confere à sua prosa.

Este é um comic que nos agarra, e com o seu final inconclusivo nos deixa com vontade de ler mais. Terá Ellis na forja alguma nova aventura passada nesta Londres vitoriana e etérica?

domingo, 2 de novembro de 2008

Too Much



Saído do Comic Messiah. Não aconselhado a visões tradicionalistas, sob pena de potenciais queixas à autoridade reguladora das telecomunicações. Não que o comic seja ofensivo, mas pode haver quem não goste de um comic que é um misto entre o indie/alternativo e o adolescente sobre um desenhador que descobre o poder da imagem na Judeia de há dois mil anos atrás. Um livro um bocadinho a puxar para o Life of Brian sem o desbragar de alta rotação, saidinho das praias australiadas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Os alunos...



... eram calmos e estudiosos... não resisti. Sai daqui: The Horrors of it All | The Headless Horsemen.

Capitalismo do Fim

Gérard Courtois/Michel Guerrin:
Do you, like some people do, believe that capitalism is nearing its end?

Paul Virilio:
I rather believe that the end is nearing capitalism. My field is urban
studies. This crisis shows that the Earth is not large enough for
progress, for the speed of History (as we have it). Hence repetitive
accidents. We were living in the belief that we had both a past and a
future. But 'the past does not pass', it has become a monster, so much
so that we do not mention it anymore. And as far as the future is
concerned, it is severely questioned by the issue of the environment,
and the end of natural resources like oil. So the only place left for us
to inhabit is the present.


Paul Virilio, entrevistado pelo Le Monde: Le Krach Actuel Represente L'Accident Integral Par Excellence. Em inglês aqui: Radical Perspectives On The Crisis.